domingo, 15 de janeiro de 2012

Magnitude sete ameaça Grande Lisboa

“Existem três grandes falhas sísmicas que afectam a região da grande Lisboa e que são muito provavelmente activas: a Falha de Vila Franca de Xira, a Falha do Pinhal Novo e a Falha de Samora Correia – Alcochete”. Esta é a principal conclusão de um recente estudo realizado por Carlos Cancela Pinto, investigador da Unidade de Recursos Minerais e Geofísica do Laboratório Nacional de Energia e Geologia.

Ao Ciência Hoje o geólogo revelou que “foi calculado o sismo máximo expectável para cada uma das falhas e chegou-se à conclusão que a primeira poderá gerar um sismo de magnitude 7.06, a segunda de 6.42 e a terceira 6.52”.
A descoberta permitiu “identificar as falhas geológicas capazes de gerar sismos e destruição e perda de vidas na região da grande Lisboa”, afirma Carlos Cancela Pinto.

Do ponto de vista económico, político e de ordenamento, o cientista considera necessária uma “maior atenção e compreensão destes eventos de forma a prevenir os efeitos de uma catástrofe natural” como é um sismo. “Recordemo-nos do sismo do Japão de 2010 que, apesar da magnitude 9.0, a destruição causada pelo sismo foi pequena devido a politicas consistentes de construção e protecção civil”, exemplifica.

Para além disso, do ponto de vista científico, “este trabalho poderá abrir portas para novos projectos científicos que corroborem (ou não) as falhas identificadas e que melhorem a compreensão da Bacia Terciária do Vale Inferior do Tejo”, acrescenta.

Apesar do cálculo do risco sísmico não ser competência do LNEG, Carlos Cancela Pinto adianta que “embora os intervalos de recorrência (o período entre dois sismos na mesma falha) para sismos de magnitude elevada seja um intervalo longo, pensa-se que a ocorrência de um sismo numa falha poderá despoletar deformação nas falhas adjacentes. Essa é uma conclusão, que poderá explicar os vários sismos destrutivos nos últimos mil anos”.

As falhas assinaladas a tracejado indicam falhas prováveis


Para realizar este trabalho, o geólogo utilizou uma “metodologia inovadora em Portugal”. Foram congregados dados num programa informático utilizado pela indústria petrolífera, Openworks Landmark, com o objectivo de compreender e identificar as principais falhas da região. Foram utilizados dados geofísicos, catálogos sísmicos, dados de altimetria, sondagens geológicas e furos profundos providentes da indústria petrolífera, bem como cartografia geológica de superfície recentemente actualizada.

Com base nos resultados obtidos foram interpretadas novas falhas que “são muito possivelmente estruturas activas, pois no registo dos dados de sísmica de reflexão afectam formações geológicas mais superficiais”.

Finalmente, calcularam-se as magnitudes dos sismos máximos expectáveis para essas novas falhas identificadas e para as já anteriormente conhecidas. Verificou-se que sismos de magnitude superior a 6 poderão ocorrer nas falhas identificadas, em consonância com o registo histórico.

Os próximos passos que Carlos Cancela Pinto pretende dar incluem a investigação com instrumentos de sísmica de alta resolução e abertura de trincheiras nas zonas das principais falhas, com o objectivo de confirmar se estas falhas tiveram actividade nos últimos 25 mil anos e estudá-las, determinando o período de recorrência e sismos máximos expectáveis

sábado, 7 de janeiro de 2012

Trilobite “gigante” encontrada em Mação

Trilobites têm 445 milhões de anos

 
Uma nova espécie de trilobites foi ontem encontrada em Chão de Lopes, Mação, uma descoberta científica de relevância internacional com 445 milhões de anos, anunciou um dos responsáveis pelo achado paleontológico.

Em declarações à Agência Lusa, Artur Sá, do Departamento de Geologia da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) não escondeu a sua euforia ao revelar a descoberta de uma “espécie nova” de trilobites – “uma trilobite gigante para este género da espécie panderiae” -, com um tamanho “cinco vezes superior às até hoje conhecidas cientificamente” a nível mundial.
“Apesar dos seus cinco centímetros, esta é uma espécie gigante para este género de trilobites, que são milimétricas, quando muito atingem o centímetro”, afirmou, assegurando que a equipa que coordena fez o achado a “um nível fossilífero único” na Península Ibérica.
“Mação é o melhor sítio em Portugal para o estudo da grande glaciação ocorrida na Terra há cerca de 445 milhões de anos e que foi responsável pelo desaparecimento de mais de 90 por cento das espécies então existentes”, observou.
“A riqueza fossilífera das rochas do concelho”, continuou, “onde pontificam restos e marcas de seres vivos como trilobites, braquiópodes, bivalves e equinodermes, entre outros, com cerca de 450 milhões de anos, são únicos no país e a qualidade e diversidade dos fósseis de Mação são reconhecidas internacionalmente”, vincou, sendo que ali foram descobertas e definidas, entre outros, as trilobites Eoharpes macaoensis (dedicada a Mação) e Actinopeltis tejoensis (dedicada ao vale do Tejo).

“Além disso”, reforçou, “a qualidade dos afloramentos geológicos do concelho justificou a recente inventariação do ‘Corte Geológico de Chão de Lopes Pequeno’ como o mais importante em Portugal para o estudo da grande glaciação como o atestam as duas importantes descobertas hoje ocorridas”, no âmbito do Período Ordovícico.
Composta por jovens integrados no programa Ciência Viva e por alunas de doutoramento de duas universidades espanholas, a equipa de Artur Sá recolheu ao longo da última semana cerca de duas mil fósseis, que este considerou serem um espólio “do mais alto valor patrimonial e de alta relevância para o mundo e para a ciência”.
Segundo referiu, as trilobites foram encontradas incrustadas em rochas que, à altura, fariam parte de uma enorme cadeia montanhosa e que estariam no fundo do mar, onde as trilobites viveriam. “O que é hoje Mação era, há 445 milhões de anos, mar profundo. E era o que existia, sendo que Mação e o mar estavam então quase no pólo sul”, observou.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

NASA mostra noite na Península Ibérica

Diferentes áreas metropolitanas de Portugal e Espanha são visíveis numa imagem publicada pela agência espacial norte-americana NASA, na passada segunda-feira, no site do Observatório Terrestre, na categoria de "Imagem do dia".

foto NASA




Sem nebulosidade, a iluminação nocturna destaca a distribuição populacional, sendo as zonas mais ocupadas as mais brilhantes da imagem, tais como Lisboa e Madrid.
A foto, tirada a quatro de Dezembro, pode ainda servir para uma análise geográfica do território, onde se observa claramente a despovoação no interior de Portugal.
A agência norte-americana partilhou, também, na página oficial que pretende partilhar com o público, imagens, histórias e descobertas sobre o clima e meio ambiente, baseadas nas investigações.
Para além da Península Ibérica, na imagem é possível observar o estreito de Gibraltar, França e o norte de África.

Fonte: http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=2207586

domingo, 27 de novembro de 2011

Vulcão Santorini

A ilha deve o seu nome a Santa Irene, nome pelo qual os venezianos a denominavam. Era anteriormente conhecida por Kallístē (em grego Καλλίστη, "a mais bela"), Strongýlē (Στρογγύλη, "a circular") ou Thera (Θήρα), nome que ainda hoje ostenta em grego.

Para além da ilha principal, Santorini tem nas suas proximidades diversos ilhéus, formando um grupo quase circular de ilhas, vestígio da grande erupção que despedaçou a ilha. O grupo de ilhas é também conhecido por Tira (em grego, Θήρα).

Santorini é o vulcão mais activo do denominado Arco Egeu, sendo constituída por uma grande caldeira submersa, rodeada pelos restos dos seus flancos. Esta forma actual da ilha deve-se, em grande parte, à erupção que há aproximadamente 3.500 anos (cerca de 1680 a.C) atrás destroçou o seu território. Aquela erupção, de grande explosividade, criou a actual caldeira e produziu depósitos piroclásticos com algumas centenas de metros de espessura que recobriram tudo o que restou da ilha e ainda atingiram grandes áreas do Egeu e dos territórios vizinhos.

O impacto daquela erupção fez-se sentir em toda a Terra, mas com particular intensidade na bacia do Mediterrâneo. A erupção parece estar ligada ao colapso da Civilização Minóica na ilha de Creta, distante de Santorini 110 km ao sul. Acredita-se que tal cataclismo tenha inspirado as posteriores lendas acerca de Atlântida.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Santorini


Fonte da imagem:quem-tem-boca-vai-a-roma.blogspot.com

Neste caso não esta evidênciada a força do vulcão que causou a destruição parcial da ilha.Esta catástrofe evidencia a força que o nosso Planeta Terra tem e que nos é dificil controlar.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Fita cronostratigráfica


 imagemde:http://thiagoazeredogeologia.blogspot.com/2010/11/visualizacao-do-tempo-geologico.html


Este trabalho foi realizado da disciplina de Geologia, foi a realização de uma fita do tempo, isto é, uma fita cronostratigráfica.
Este fita foi realizada em papel e tem cerca de 5m e nela estão marcados os diferentes períodos e os diferentes acontecimentos do Planeta Terra.
Também posemos os diferentes acontecimentos dos períodos.
Gostamos da realização deste trabalho pois apercebemos nos do tempo que já passou até à nossa existência e que afinal de contas, relativamente aos outros acontecimentos, nos só estamos há pouquíssimo tempo na Terra.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Fósseis

Um fóssil não é mais do que restos, marcas ou vestígios de seres vivos que que viveram em tempo geológicos diferentes do nosso. A idade da rocha que contem os fósseis será a mesma que o próprio fóssil.
A ciência que estuda os fósseis é a Paleontologia, esta tem um papel importantíssimo pois os fósseis são evidências materiais de organismos do passado distintos dos actuais, permitindo conhecer como têm evoluído as espécies até chegarem às formas recentes, incluindo o Homem. Permite nos também ter uma noção do clima e ambiente em que viviam e as relações existente entre os vários seres vivos daquela altura.





Existem dois tipos de fósseis:
  • Fósseis Somatofósseis: restos, marcas ou vestígios do corpo ou parte do corpo do ser vivo; (Por exemplo, fósseis de dentes, de carapaças, de folhas, de conchas, de troncos)
  •  Fósseis Icnofósseis: marcas da actividade do ser vivo. (Exemplo: Pegadas, rastos, trilhos, ovos, ninhos)
Tipos de fosseis importantes para a estratigrafia:
  • Fosseis característicos ou de idade: são fósseis que caracterizam um curto intervalo de tempo geológico e cuja ocorrência teve ampla dispersão geográfica (regional ou mundial), possibilitando, deste modo, correlações estratigráficas regionais e mundiais;
  • Fósseis de ambiente ou fósseis de fácies: informam sobre as condições ambientais e as variações climáticas do meio através dos tempos geológicos. Todos os acidentes geológicos originaram depósitos diferentes que hoje são identificados por fósseis específicos em cada fácies.


Reflexão: Como podemos ver, os fósseis são de grande importância não só para nos mas também para percebermos o passado que o nosso Planeta Terra teve. Graças ao estudo e registo dos fósseis, hoje em dia sabemos o que ocorreu no passado e permite nos conhecer a geografia que nosso Planeta tinha no passado. Concluindo, os fósseis dão-nos a conhecer o passado da nossa Terra, a sua “vida” antes do nosso aparecimento na mesma.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Descoberto fóssil que parece o esquilo da "Idade do Gelo"

Lembra-se do esquilo do filme de animação "Idade do Gelo"? Aquele de focinho comprido e dentes afiados louco por bolotas e que nos fazia rir quando as perseguia sem medir o perigo. Na Argentina, um grupo de cientistas descobriu um fóssil com 93 milhões de anos que poderia muito bem ser do animado esquilo.

foto DANIEL GARCIA/AFP

Mamífero tem o tamanho de um rato



O mamífero, baptizado de "Cronopio dentiacutus", media entre 10 e 15 centímetros e tinha grandes caninos, segundo uma reconstituição do animal apresentada nesta quinta-feira em Buenos Aires. O grupo de três cientistas da Universidade de Louiseville, no Kentucky, encontrou dois crânios e algumas maxilas fossilizadas.

"Na época dos dinossauros, nenhum mamífero superava o tamanho de um rato e podia fazer o que quisesse debaixo da terra e de noite, mas não à vista dos dinossauros", afirmou Sebastián Apesteguía um dos cientistas autores da descoberta, à agência de notícias AFP, publicada na edição de quinta-feira da revista científica britânica Nature.

"Os dentes de trás, os molares, são o tipo de dentes necessários para os insectívoros, um animal que come insectos de diferentes tipos, e até pequenos invertebrados, ou talvez pequenos lagartos, que existiam ali", disse o cientista Guillermo Rougier, à BBC News. "Mas não temos ideia porque é que precisava de caninos tão grandes. Aquelas presas são uma grande surpresa".

Associações à parte, esta descoberta é de extrema importância. O mais antigo fóssil de mamífero tem 220 milhões de anos e pertence à era dos dinossauros. Até à extinção dos répteis gigantes, há cerca de 65 milhões de anos e o número de fósseis de mamíferos encontrados é apenas um décimo dos que foram desenterrados e pertencem a épocas mais recentes.

Por isso, a maior parte da história da ramificação dos mamíferos está por conhecer, e ainda mais em continentes menos explorados a nível paleontológico como a América do Sul.

Fonte: http://www.jn.pt/VivaMais/Interior.aspx?content_id=2101184